BRASÍLIA - Do início do ano até agora, a balança comercial já acumulou um déficit de US$ 1,621 bilhão. O dado, que soma o resultado de janeiro às primeiras três semanas de fevereiro, foi divulgado ontem pelo secretário de Política Econômica, José Roberto Medonça de Barros.
As importações registradas até o momento somaram US$ 7,527 bilhões, o que representa um crescimento de 29% sobre o primeiro bimestre de 1996. A média diária, de US$ 216 milhões, está no mesmo nível ocorrido na segunda metade de 1996. A análise por item mostra crescimento generalizado nas compras externas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as importações de automóveis cresceram 199,86%, as de produtos siderúrgicos cresceram 92,92% e a de material elétrico e material de som e imagem, 45,3%.
Os gastos com compra de combustíveis cresceram 63,43%. O crescimento se explica em parte pelo aumento de 20% no preço do produto no mercado internacional, mas houve também um aumento de consumo de 5% e a Petrobrás decidiu aumentar o nível de seus estoques, segundo Mendonça de Barros.
As exportações, por sua vez, estão num nível abaixo do esperado. A cada dia, as exportações somam uma média de US$ 170 milhões. ‘‘Mas o teste do pudim acontece a partir de março’’, disse o secretário. A expectativa do governo é que, a partir do próximo mês, diversas medidas adotadas anteriormente para incentivar as exportações começarão a surtir efeito. É o caso, por exemplo, de linhas de crédito que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá aprovar para projetos ainda em negociação.
Câmbio O boletim de conjuntura divulgado ontem traz também dados sobre o câmbio. Citando estudo feito pela Funcex, informa que o Real sofre uma depreciação real de 3%, na comparação com uma cesta de moedas, desde julho de 1994. Houve depreciação frente ao dólar de 5,4% e de 6,6% com relação às moedas dos países-membros da Aladi, enquanto houve apreciação de 10,8% frente ao iene.

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