Saldo foi negativo em US$ 24,4 bilhões em setembro; importação bate recorde
MARK SUZMAN
de Washington
O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou para US$ 24,4 bilhões em setembro, com uma ligeira queda das exportações. As importações tiveram recorde, alavancadas pela alta do petróleo.
O déficit foi US$ 900 milhões superior aos números revisados referentes a agosto, mas ficou um pouco abaixo do déficit comercial recorde de julho – US$ 24,89 bilhões. O déficit acumulado dos Estados Unidos no ano está agora em US$ 255,5 bilhões, bem acima do recorde anual anterior, US$ 164 bilhões.
As exportações totais dos Estados Unidos chegaram a US$ 81,7 bilhões, pouco abaixo dos US$ 82,4 bilhões registrados em agosto. As importações subiram para US$ 106,1 bilhões, diante dos US$ 106 bilhões do mês anterior.
‘‘A deterioração continuada no déficit dos Estados Unidos reflete em larga medida o vigor implícito da demanda de consumo na economia do país e a alta nos preços do petróleo’’, afirmou Robert Shapiro, subsecretário de assuntos econômicos do Departamento do Comércio.
Segundo ele, do lado da exportação, houve quedas significativas nas vendas de bens de capital – principalmente aviões civis e automóveis. ‘‘A maior alta nas importações veio do petróleo’’, disse Shapiro.
As importações norte-americanas totais subiram 16% no terceiro trimestre. O déficit no comércio com a China, muito sensível em termos políticos, bateu novo recorde e atingiu US$ 6,9 bilhões em setembro, tornando-se o maior déficit mensal no comércio bilateral dos Estados Unidos.
Shapiro disse que o número era ‘‘inaceitavelmente alto’’ e que os Estados Unidos estavam otimistas quanto à possibilidade de reduzir o déficit no próximo ano, com a implementação do acordo comercial fechado esta semana com a China.
As exportações gerais aos países da região do Pacífico, excluindo-se o Japão, cresceram 19,9% no trimestre, refletindo a ampla recuperação econômica da região.

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