Déficit aumenta para 3,47% do PIB
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segunda-feira, 21 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
A política do governo de não reduzir as taxas de juros na mesma velocidade da queda da inflação está elevando o déficit operacional (que inclui os encargos financeiros) nas contas do setor público. Nos últimos 12 meses encerrados em maio, o déficit operacional somou R$ 28,5 bilhões, ou 3,47% do Produto Interno Bruto (PIB) contra os R$ 27,7 bilhões, ou 3,39% do PIB acumulados até abril passado.
O conjunto do setor público (governo federal, estatais, Previdência Social, estados e municípios), no entanto, está mantendo a tendência de queda do chamado déficit nominal, o que considera o impacto da correção monetária e juros nas despesas: o nominal cedeu de R$ 46,3 bilhões (5,67% do PIB) nos 12 meses acumulados em abril para R$ 45,4 bilhões (5,53% do PIB) em maio.
O resultado operacional só não foi maior porque o setor público conseguiu gerar até maio passado um superávit primário (receita menos despesas) de R$ 682 milhões, equivalente a 0,08% do PIB. Este superávit está sendo garantido basicamente pelo saldo positivo das contas do governo federal e do Banco Central (0,15% do PIB) e das empresas estatais, que nos últimos 12 meses até maio foram superavitárias em 0,11% do PIB.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (Depec), Altamir Lopes, que divulgou ontem os dados, fez uma avaliação favorável das contas públicas nos próximos meses. Ele disse que, apesar do superávit primário estar em 0,08% do PIB, o governo mantém a meta de um superávit de 1,5% do PIB em 97.


