A balança comercial já acumula déficit de US$ 466 milhões em novembro, informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A balança comercial apresentou um saldo negativo de US$ 204 milhões na quarta semana de novembro, elevando para US$ 310 milhões o déficit comercial acumulado no ano. Em outubro, quando a balança teve o pior resultado do ano, o déficit foi de US$ 523 milhões.
Enquanto as importações continuam crescendo em ritmo acelerado, as exportações vêm perdendo fôlego. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, a média diária das importações saltou de US$ 253 milhões na terceira semana para US$ 256,6 milhões na quarta semana de novembro. Em contrapartida, a média diária das exportações caiu no período de US$ 237 milhões para US$ 215,8 milhões. As importações na quarta semana de novembro chegaram a US$ 1,283 bilhão e as exportações somaram US$ 1,079 bilhão.
Além do aumento dos gastos com as compras de combustíveis e lubrificantes, decorrente da elevação dos preços internacionais do petróleo, as importações de produtos eletroeletrônicos, siderúrgicos, veículos e de adubos e fertilizantes vêm sustentando o crescimento das compras externas neste final de ano.
De acordo com os dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, as importações acumuladas nas quatro semanas de novembro já apresentam um crescimento de 10,5% sobre novembro do ano passado. O aumento mais forte ocorreu com as compras externas de adubos e fertilizantes, que cresceram 67,5% no período. Também tiveram crescimento expressivo as importações de produtos siderúrgicos (40,9%), eletroeletrônicos (28,5%), veículos e auto-peças (27,7%) , borracha (22,7%) e combustíveis (22,6%).
Já do lado das exportações, vem afetando negativamente o resultado comercial o pior desempenho das vendas externas de produtos manufaturados, que ao longo deste ano impulsionaram a balança comercial. As exportações de manufuturados nas quatro semanas de novembro tiveram uma queda de 5,2% em relação a outubro e um crescimento de apenas 7,3% sobre novembro do ano passado. Nos meses mais favoráveis para o Brasil, as exportações de produtos manufaturados chegaram a ter crescimento superior a 20% em relação ao ano passado.

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