O principal desafio da defesa agropecuária brasileira é ampliar o número de animais rastreados no rebanho nacional. A afirmação é de Maçao Tadano, secretário nacional de Defesa Agropeucária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ele participaria ontem à tarde, em Londrina, da abertura da reunião do Circuito Pecuário Sul, que reuniria técnicos do Mapa, delegacias federais de agricultura e representantes do setor agropecuário dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Pela manhã, Tadano fez uma conferência na Embrapa-Soja sobre as exigências sanitárias do mercado internacional. Segundo ele, a garantia de sanidade é a única barreira não tarifária limitante da exportação. E a ampliação do trabalho de rastreabilidade é uma das formas de romper essa barreira.
Hoje, os animais brasileiros rastreados em condições de abate (machos com 31 meses ou mais) totalizam 2,96 milhões de cabeças. É um volume pequeno perto do rebanho nacional, que é de 183 milhões de animais. ''A prática do preço diferenciado pelos animais rastreados vai estimular o produtor a cadastrar o rebanho'', acredita.
Outra ação que pode estimular a garantia de origem é o desenvolvimento dos programas estaduais de rastreabilidade. O Paraná lançará amanhã o seu programa de certificação, em iniciativa inédita entre os estados brasileiros. ''É louvável'', opinou.
Ele também se pronunciou sobre a polêmica levantada pelos setor frigorífico, que alegou que o Brasil não teria animais rastreados o suficiente para atender a demanda do mercado europeu. Desde o dia 15 de julho, todos os animais abatidos com destino à União Européia (UE) devem ser rastreados com no mínimo 40 dias de antecedência. De acordo com Tadano, do dia 1º ao dia 14 de julho o número de registros diários passou de 10 mil para 223 mil. ''A demanda da União Européia é de 30 mil animais por dia'', argumentou.
Sobre o controle da febre aftosa no País, que será tema da reunião do Circuito Pecuário Sul, ele afirmou que 80% do rebanho nacional é livre da doença. A preocupação da secretaria é com a adesão dos produtores às campanhas de vacinação para evitar o aparecimento de focos, além da proteção das fronteiras com os países onde a doença não é controlada.

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