Defesa do consumidor
Nesta semana, a maioria dos inquilinos estará pagando os aluguéis relativos ao mês passado. Isso ocorre porque locadores e locatários normalmente fazem um acerto contratual para que a locação de um mês seja paga até o quinto dia útil do mês seguinte, coincidindo com a data de recebimento do salário pelo inquilino.
Nas locações contratadas ou repactuadas em julho do ano passado, o inquilino deve pagar o aluguel corrigido pelo índice contratual. Confira os porcentuais de reajuste pelos indexadores mais utilizados no mercado de locação: IPC da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 7,08%; INPC do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5,92%; IPCA do IBGE, 7,02%; IGP da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 7,59%; IGP-M da FGV, 8,10%.
Muitos proprietários, no entanto, estão concordando em aplicar uma correção menor ou até em não aplicar nenhum reajuste ao aluguel, quando os valores corrigidos ficam acima dos níveis dos de mercado. O acordo está sendo feito, principalmente, nos imóveis destinados à classe média, em razão de a oferta ter aumentado bastante nos dois últimos anos e os preços do aluguel terem caído.
De acordo com pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP) em 286 imobiliárias da cidade, para cada contrato de locação firmado em junho houve uma devolução de chaves. Com o orçamento apertado, as pessoas estão desistindo da locação mais cara e alugando imóveis mais populares.
O deslocamento da classe média para a periferia está prejudicando pessoas de renda mais baixa, que já não têm condições de arcar com o avanço dos aluguéis na região. Em razão do crescimento da procura, os aluguéis de moradias do tipo quarto, cozinha e banheiro deram um salto e já estão na faixa de R$ 300,00, segundo pesquisa do Creci.





