A defesa agropecuária nacional, responsável pela sanidade animal e vegetal do País, receberá verba adicional de R$ 100 milhões em 2014. O pedido foi da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e foi confirmado recentemente após acordo firmado entre os integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e o Governo Federal.
De acordo com os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), a dotação orçamentária autorizada para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2014, é de R$ 14,5 bilhões. Mas os recursos para a sanidade animal e vegetal (defesa agropecuária) ficaram em apenas R$ 303,8 milhões (2,1% de toda a verba do Mapa), volume 28% inferior ao valor aprovado para o orçamento de 2013: R$ 417 milhões.
Dados da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) apontam que o orçamento da agência gira em torno de R$ 80 milhões no Estado. Em 2014, a Adapar recebeu um repasse do Governo Federal para inspeção de produtos de origem animal e vegetal de R$ 2,7 milhões.
O presidente da Adapar e ex-secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Afonso Kroetz, avalia a decisão do repasse. "Com R$ 400 milhões, é possível trabalhar de forma eficiente", decreta.
Kroetz explica, porém, que o repasse para os estados não pode ser contingenciado, o que atrapalha a vigilância estadual. "Existem muitos estados que dependem do repasse desses recursos. O Programa Nacional contra Febre Aftosa, por exemplo, não teria êxito se os estados não recebessem o recurso."
Por fim, o presidente da Adapar comenta que a liberação em "conta gotas" atrapalha a vigilância sanitária. "O dinheiro deve ser aprovado e disponibilizado na época certa. A vigilância sanitária deve ser feita permanentemente e ter recursos disponíveis para isso."
Através da assessoria de imprensa, a presidente da CNA, Kátia Abreu, comunicou que a garantia de recursos financeiros para a defesa sanitária do País é de "importância fundamental na solidez da produção agrícola e não diz respeito apenas ao setor agropecuário, mas a toda economia brasileira". "A decisão me tranquiliza muito porque vejo que o conceito, a defesa sanitária, está totalmente enraizado no Congresso Nacional", diz ela.

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