Rio - O preço da gasolina já apresenta uma defasagem de cerca de 28% com relação à cotação do produto no mercado norte-americano, usado como referência pela Petrobras. Segundo cálculos de uma trading do setor, a alta da gasolina no mercado externo nos últimos dias anulou a queda do dólar e abre espaço para um novo reajuste nos preços da estatal antes da virada do ano.
O mercado dá como certo o anúncio, ainda hoje, de novos preços para a gasolina e o diesel. Pelos cálculos da trading, o reajuste poderia chegar a 16%, se o objetivo for equalizar o preço interno com o externo. Nos Estados Unidos, o litro da gasolina está custando R$ 0,8337 por litro, ante a um preço de venda pelas refinarias brasileiras de R$ 0,6733.
O ajuste, porém, não deve ser tão alto, apostam fontes do setor, uma vez que a estatal trabalha com uma média de preços desde o último aumento, no início de dezembro. Espera-se um porcentual em torno de 9%. A Petrobras não se manifestou sobre o assunto.
O preço do diesel também está defasado. Neste caso, a diferença chega a 14,57%. Apesar da queda do dólar desde os últimos ajustes - de R$ 3,616 para cerca de R$ 3,50 -, a crise política na Venezuela provocou uma tendência de alta nos preços dos combustíveis no mercado norte-americano, que depende fortemente das importações daquele país.
O preço da gasolina no Golfo Americano, por exemplo, subiu de US$ 0,1946 para US$ 0,2382 no último mês, levando em conta a cotação de 24 de dezembro. O diesel subiu de US$ 0,1946 para US$ 0,2303. A Venezuela é o maior exportador de petróleo e derivados da Bacia do Atlântico e o principal fornecedor dos Estados Unidos.

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