São Paulo - A internet é o sistema mais fácil, rápido e vantajoso para fazer a declaração do Imposto de Renda. O programa importa os dados da declaração de 2004 e de outros programas da Receita, transporta automaticamente os valores de um quadro para o outro e calcula automaticamente o imposto e os limites de deduções.
Com os dados de 2004 gravados em disquete, o contribuinte recupera automaticamente as informações da declaração de bens e de identificação (neste ano, apenas os dados sobre o endereço não serão recuperados).
Depois de fazer a declaração, basta imprimir uma cópia e revisar os dados. Se houver erros, será fácil corrigi-los. Se desejar, o contribuinte poderá imprimir várias cópias para guardá-las. A seguir, basta enviar a declaração e gravar um novo disquete para recuperar os dados em 2006. Tudo isso praticamente sem custo e sem sair de casa ou do escritório.
Já quem for usar formulário terá de ir buscá-lo em uma agência dos Correios ou da Receita, tirar xerox das páginas, fazer um rascunho à mão e calcular o imposto. Terá de datilografar ou preencher o formulário manualmente. Por último, terá de tirar ao menos uma cópia de cada página, preencher o recibo de entrega, ir a uma agência dos Correios e pagar R$ 3.
As declarações entregues pela internet são as primeiras a serem processadas. Assim, se o contribuinte tiver restituição, receberá antes. Já as declarações em formulários ficam para o final, atrasando as restituições.
Dos 20 milhões de declarações que a Receita espera receber neste ano, 19,4 milhões devem ser entregues pela internet. Significa que, de cada 100 declarações enviadas, 97 serão pela internet. Os 97% representam o mesmo índice alcançado no ano passado - 18,234 milhões dos 18,775 milhões de declarações recebidas.
O uso da internet cresceu muito nos últimos anos. Em 97, primeiro ano em que as declarações foram enviadas pela rede (a partir de 1991 a entrega começou a ser feita com disquetes, nas agências bancárias), apenas 475 mil contribuintes usaram o sistema. Em 98 já eram 2,7 milhões, número que saltou para 6,1 milhões em 99. Em 2000, foram 10,7 milhões.
O crescimento da internet reduziu, na mesma proporção, as entregas por meio de formulários impressos. Em 1992, 6,1 milhões entregaram em formulários. Esse número caiu para 4,3 milhões em 1996 e para 1,17 milhão em 2000. No ano passado foram entregues cerca de 500 mil formulários. Para este ano o número deve se menor ainda - cerca de 400 mil.

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