Declarações do ministro Paulo Guedes têm repercussões no mercado
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de fevereiro de 2019
Agência Estado 
Bolsa (subiu)
Dólar (desceu)
Dólar fecha em queda de 0,15%, cotado em R$ 3,6644
O dólar teve um dia volátil nesta terça-feira (5), em meio à menor liquidez, com os investidores acompanhando as discussões no governo sobre a reforma da Previdência e monitorando o cenário externo. Na parte da tarde, o dólar subia e passou a cair em meio a declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o objetivo do governo é conseguir uma economia fiscal de ao menos R$ 1 trilhão com a reforma da Previdência. Guedes deu as declarações após se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir a reforma.O dólar à vista fechou em queda de 0,15%, cotado em R$ 3,6644, próximo à mínima do dia. O dólar para março terminou estável, em R$ 3,6735 (-0,01%).
Bolsa desacelera queda inicial e encerra no positivo
Após dois dias consecutivos renovando máximas históricas, o Ibovespa passou todo o pregão apontando perdas. Mas a tarde conseguiu algum fôlego e encerrou a sessão acima da marca dos 98 mil pontos. O movimento negativo foi na contramão do mercado acionário em Nova York. O índice Bovespa fechou aos 98.311,20, em alta de 0,28%. O estopim de baixa foi a queda das ações do Itaú Unibanco, após o mercado se frustrar com o resultado "morno" do banco. Os papéis da instituição têm o maior peso, em torno de 10%, na carteira teórica do Ibovespa. A declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, desacelerou a queda enquanto as movimentações com os contratos futuros viraram para o positivo.
Juros futuros apresentam alta nos vencimentos longos
As taxas de juros negociadas no mercado futuro terminaram a terça em alta nos vencimentos intermediários e longos, refletindo a cautela do investidor no aguardo de novidades concretas sobre a reforma da Previdência. Em segundo plano, também esteve a espera pela decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2020 fechou com taxa de 6,37%, estável ante o ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2021 projetou 7,00%, ante 6,98%. O DI para janeiro de 2023 teve taxa de 8,10%, de 8,06%. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2025 projetou 8,63%, de 8,56% do ajuste anterior.
Mercado reage às incertezas sobre a reforma da Previdência
A alta na curva foi mais acentuada pela manhã, quando predominou certa frustração com a sinalização do governo de que a minuta da proposta da reforma da Previdência divulgada na segunda-feira pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, era uma das possibilidades na mesa - provavelmente a mais rigorosa. Assim, ganharam mais espaço as incertezas sobre o grau de desidratação que a proposta sofrerá e sobre o prazo para aprovação da matéria. À tarde, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o presidente Jair Bolsonaro fará um "cálculo político" para decidir o que fica na proposta.


