Declarações de Bolsonaro derrubam bolsa, que fecha fevereiro com queda de 1,86%
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
Agência Estado 
Bolsa (desceu)
Juros futuros (subiram)
Declarações de Bolsonaro derrubam bolsa, que fecha fevereiro com queda de 1,86%
Índice encerrou o pregão aos 95.584,35 pontos
Temores renovados de desidratação da reforma da Previdência, secundados por um ambiente externo negativo e a possibilidade de redução do peso de papéis brasileiros em um índice acionário global de emergentes, levaram o Ibovespa a perder a linha dos 96 mil pontos no pregão desta quinta-feira (28), encerrando fevereiro em queda de 1,86%. Em encontro com jornalistas em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro disse que é possível uma mudança na idade mínima para aposentadoria das mulheres na proposta de reforma da Previdência. Com máxima de 97.528,01 pontos e mínima de 95.364,39 pontos, o índice encerrou o pregão aos 95.584,35 pontos, queda de 1,77%.
Dólar registra a maior alta mensal desde novembro
O dólar fechou fevereiro acumulando valorização de 2,58%, a maior alta mensal desde novembro, quando subiu 3,50%. O cenário externo mais adverso e dúvidas sobre a tramitação da reforma da Previdência foram um dos principais fatores que contribuíram para o fortalecimento da moeda americana nas últimas semanas. O dólar fechou em alta de 0,62%, a R$ 3,7535, o terceiro pior desempenho entre os emergentes no mercado internacional. Fatores técnicos também tiveram peso na formação das cotações, principalmente até o início da tarde, quando ocorreu a definição do referencial Ptax, que será usado na liquidação e ajustes de contratos futuros de câmbio e de swap cambial.
Contratos de longo prazo têm alta acentuada
Os juros futuros terminaram a sessão regular desta quinta-feira em alta, mais acentuada nos contratos de longo prazo. A trajetória das taxas foi definida por um conjunto de fatores, mas a agenda doméstica, que trouxe em destaque o PIB do quarto trimestre e de 2018, ficou em segundo plano. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,485%, de 6,450% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 7,081% para 7,15%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 8,25%, de 8,192%, e a do DI para janeiro de 2025 avançou de 8,732% para 8,78%. As taxas estiveram em alta desde a etapa matutina.
Investidores adotam postura mais cautelosa
Ajustes técnicos típicos de fim de mês, câmbio pressionado, o ambiente externo e declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a proposta de reforma da Previdência, além do leilão grande de prefixados do Tesouro, foram os principais argumentos a justificar a postura mais cautelosa hoje do investidor. No exterior, dados fortes da economia norte-americana, em especial o PIB do quarto trimestre que teve crescimento anualizado de 2,6%, acima da mediana das estimativas (2,2%). Por aqui, a agenda trouxe o PIB do quarto trimestre, que cresceu apenas 0,10% ante o trimestre anterior. Em 2018, a economia mostrou expansão de 1,1% ante 2017.


