Declaração de Havana vai pedir 'nova arquitetura' financeira
Declaração de Havana vai pedir
nova arquitetura financeira
No documento de conclusão da IX reunião de cúpula de Havana, os presidentes ibero-americanos vão propor uma nova arquitetura financeira internacional que possibilite frear a ocorrência de crises financeiras e seu impacto na economia mundial.
Em relatório entregue à AFP, representantes dos governos de 21 países participantes pedirão que o esboço dessa nova arquitetura inclua um sistema de alerta para prevenir crises futuras, pemitindo que os países adotem as medidas necessárias para proteger outras nações e grupos sociais mais vulneráveis.
O texto, dedicado prioritariamente à crise financeira internacional dos dois últimos anos, destaca a necessidade de reforçar a disciplina e a transparência financeira e bancária; assim como manter políticas econômicas e financeiras sadias e promover o incremento das taxas de poupança interna, nos países da região.
A crise internacional que começou na Ásia e Rússia, estendeu-se no começo deste ano ao Brasil e a outros países latino-americanos, cujas economias cêm tendo seu pior comportamento da última década, segundo organismos internacionais.
Estas crises se caracterizaram por saídas maciças e repentinas de capital e pela diminuição de seu fluxo para os países em desenvolvimento, explica o texto esboçado neste domingo por representantes dos 21 países.
Para promover a volta do capital que sair da região, os mandatários aprovarão a criação de um mecanismo de segurança jurídica, que permita garantir os investimentos estrangeiros e os investimentos.
O documento também insiste numa solução justa e duradoura para o problema do endividamento externo, dando respaldo às tentativas dos países da região para acceder aos programas de alívio da dívida das nações mais pobres.
Em outro ítem, a declaração rejeitará a imposição de qualquer condicionamento político, econômico, social ou meio ambiental, insistindo na necessidade de eliminar as figuras protecionistas utilizadas por alguns países desenvolvidos.





