Curitiba - A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) ainda não foi notificada dos mandados de segurança ajuizados na Justiça Federal pela Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Paranaguá (Aciap). Um dos mandados pede a suspensão da norma da Appa que exige que as cargas cheguem nominadas no porto para um terminal e um navio específicos. Esta exigência consta na ordem de serviço 54 e já tinha sido suspensa pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP) no dia 22 de março. O outro mandado pede que o silo público seja utilizado para a armazenagem de soja transgênica e não apenas para convencional.
De acordo com o advogado da Aciap, José Maria Valinas, hoje, 87,5% da soja que chega no porto para ser exportada é transgênica. ''Não tem sentido deixar um silo vazio'', disse. Os dois mandados de segurança foram encaminhados para a Vara da Justiça Federal de Paranaguá. Como a partir de hoje a Justiça Federal está em recesso e os funcionários e juízes só retornam no próximo dia 9, a decisão sobre o assunto deve ficar para a próxima semana. ''O superintendente dos portos (Eduardo Requião) mudou a regra do jogo no meio da safra'', disse.
A fila de caminhões que começou na noite do último domingo na BR-277, ontem ainda persistia. Segundo informações da Ecovia, concessionária de pedágio que administra o trecho Curitiba-Litora, ontem a fila atingiu o pico de 13 quilômetros. No final da tarde a fila estava com 8 quilômetros.

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