O presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, diz que a decisão sobre pleitear o certificado de território livre de aftosa sem vacinação será compartilhada entre o governo e a iniciativa privada. Ele afirma que o documento das sociedades rurais serve como contribuição, mas avisa que outros setores também serão ouvidos. "Temos de ouvir o setor de suínos, a pecuária como um todo, aquele que consome toda a cadeia de produção. O debate é que vai melhorar a decisão."
Apesar disso, segundo Kroetz, essa decisão deve ser tomada o quanto antes. Se for pleitear o certificado, que depende do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o gado poderá ser vacinado em novembro, conforme previsto. "Temos de avisar oficialmente o Mapa, temos de avisar com antecedência quem comercializa as vacinas", declara.
Depois de solicitado o novo status ao Mapa, é preciso respeitar um prazo de 12 meses sem focos de doença no Estado. E outros 12 meses para confirmação de exames e o processo da OIE. Ou seja, na melhor das hipóteses, o certificado sairia em maio de 2017.
Kroetz evita defender diretamente o novo status, mas afirma que foram os próprios produtores que pediram a providência ao governo em 2010. E declara que não é a vacina que protege o gado da aftosa, mas uma boa vigilância. "Santa Catarina está sem vacinação há anos e não teve foco. Outros Estados que vacinam tiveram."
O presidente da Adapar diz que, se a decisão for pelo certificado, o Estado estará preparado para fazer a vigilância em todos os postos de divisa. "Ontem (quinta-feira) foram contratados mais 169 profissionais para reforçar nossa equipe. Recebemos mais gente e mais equipamentos", conta. (N.B.)

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