Decisão para abate depende do Pró-Bang
Curitiba - O vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, disse ontem que o governo do Paraná não vai autorizar o abate sanitário dos 2,2 mil animais da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira (47 km ao sul de Cornélio Procópio). No início da semana, o Mapa confirmou que há foco de aftosa na propriedade. Pessuti argumentou que irá aguardar os resultados do Pró-Bang para decidir que medidas serão tomadas.
A Procuradoria do Estado está analisando a possibilidade de ingressar com ação judicial contra o Mapa. ''Ter sorologia positiva, origem suspeita ou sinais clínicos não significa obrigatoriamente que o Estado tenha a febre aftosa'', disse Pessuti.
O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa argumentou que o Código Sanitário para Animais Terrestres da Organização Internacional de Sa© úde Animal (OIE) indica que vinculação epidemiológica e sorologia positiva são suficientes para decretar foco de aftosa.
Também ontem, o DSA minimizou informações veiculadas por um jornal de Curitiba de que a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) teria demorado cinco dias para comunicar o Mapa sobre a suspeita de aftosa, em outubro, e de que a secretaria teria feito exames para atestar a suspeita em um laboratório paranaense que não tem autorização para realização de testes para febre aftosa. As supostas irregularidades foram documentadas em nota técnica, em novembro.
Um representante do DSA entrevistado pela Folha comentou que haveria indícios de que teria ocorrido atraso na comunicação da suspeita pela Seab, mas não provas. Sobre a utilização do laboratório sem autorização para testes de aftosa, o representante citou que não houve risco sanitário, pois no local foi feita apenas análise de soro. Segundo a assessoria do Palácio Iguaçu, Pessuti afirmou que as acusações são ''mentirosas e de má-fé''. (F.G.)





