Decisão obriga HSBC a entregar contratos
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sexta-feira, 16 de março de 2001
Carmem MuraraDe Curitiba 
Na batalha judicial entre investidores minoritários do Bamerindus e HSBC para que sejam abertos documentos mantidos em sigilo sobre a intervenção do Banco Central houve mais uma vitória para os minoritários. A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região julgou improcedente o recurso ajuizado pelo HSBC. Com isso, fica mantida a decisão que obriga o banco a entregar todos os contratos e documentos relativos à intervenção e posterior liquidação do grupo Bamerindus.
A decisão deve ser publicada em Diário Oficial no início da próxima semana. Ela foi dada pelos desembargadores federais Andrade Martins, Therezinha Cazerta e Newton de Lucca. Eles seguiram o voto da relatora, a própria desembargadora Therezinha. Os desembargadores entenderam que é direito dos acionistas minoritários tomar ciência da situação em que o Bamerindus se encontrava na época da intervenção.
O HSBC tem se recusado a mostrar a documentação. A diretoria do banco alega que não é função dela, mas sim do interventor, o Banco Central. Os acionistas minoritários dizem estar certos de que os contratos firmados entre Banco Central e HSBC foram feitos de maneira irregular. Eles suspeitam que o BC beneficiou o HSBC.
O processo de intervenção no Bamerindus ocorreu no final de março de 1997, dias antes do feriado da Páscoa. Todas as agências do banco foram fechadas e quando abriram já eram de um novo dono, o grupo inglês HSBC. Os cerca de 40 mil acionistas, que detinham 22,5% das ações ficaram sem um tostão. As ações que tinham valiam na época R$ 400 milhões.


