A liberação de parte do recolhimento de ICMS do álcool combustível em favor da Camacuã não contribuiu para a redução do preço do produto nas bombas dos postos de Londrina. Atualmente, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) o álcool está sendo vendido a um preço médio de R$ 1,67.
Em outubro, quando a Justiça concedeu a liminar, o produto custava, em média, R$ 1,48. A partir daquele mês, o preço do álcool apresentou uma evolução positiva e só começou a recuar no mês passado, início da safra de cana-de-açúcar.
Segundo uma outra distribuidora consultada pela reportagem, a Camacuã está com um preço de custo que chega a ser R$ 0,10 mais baixo do que as demais empresas. Enquanto o custo é de R$ 1,27 por litro, a empresa beneficiada pela decisão judicial vende por R$ 1,17. ''Desde dezembro, as nossas vendas caíram entre 60% e 70%'', disse o proprietário de uma distribuidora, também bandeira branca, que preferiu não se identificar.
Investigação - O mercado de combustíveis com frequência é alvo de investigações do Ministério Público e de decisões judiciais. A Promotoria de Defesa do Consumidor instaurou procedimento preliminar e, atualmente, está notificando todos os postos de combustíveis instalados em Londrina.
Esses estabelecimentos têm prazo de dez dias para apresentar documentos referentes à comercialização de combustíveis no município. Todos esses documentos serão analisados pela auditoria do Ministério Público. (F.M.)

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