A Procuradoria Geral do Estado informou ontem que pretende recorrer da decisão tomada pela Justiça Federal em relação às ações da Copel que foram dadas como garantia para o Banestado/Itaú em operação financeira. Conforme liminar dada pela juíza Sílvia Regina Brollo, as ações não ficarão mais garantindo o pagamento dos títulos públicos emitidos por Santa Catarina, Alagoas, Osasco e Guarulhos. A Procuradoria espera ser comunicada da decisão judicial para depois ajuizar o recurso.
A liminar dada pela juíza é referente a uma ação movida pelo Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal. Os promotores e procuradores alegaram que o Estado não poderia colocar em risco o controle acionário da Copel. O governo caucionou no Banestado 48,29% das ações que possui na Copel, que valiam em torno de R$ 415 milhões, em 1998, quando foi feito o acordo.
Independente da ação judicial, o governo do Estado tem até março de 2002 para encontrar dinheiro para recomprar os papéis. Isso pode se dar por duas maneiras: com dinheiro do próprio governo ou se os governos e prefeituras que emitiram os papéis pagarem o que devem.

mockup