Decisão é aberração jurídica, diz advogado do Sincoval
O Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval) considerou a decisão judicial que destituiu a atual diretoria da entidade arbitrária, estranha e uma aberração jurídica. As declarações foram feitas pelo advogado do sindicato, João Vicente Capobiango, autorizado pelo grupo a conceder entrevistas em nome da entidade. Ele informou que o sindicato irá utilizar todos os recursos cabíveis e que a presidente eleita Nájila Nabhan pretende impetrar mandado de segurança contra a decisão no Tribunal Regional do Trabalho, em Curitiba.
''A Nájila se sentiu ofendida diretamente pela decisão judicial, tolhida dos seus direitos constitucionais mais básicos. A ação não pediu a inelegibilidade de toda a chapa, apenas de alguns membros'', disse Capobiango. A constituição de um interventor (o perito judicial Antônio Ferreira dos Santos), segundo o advogado, também foi arbitrária. ''Isso foi um absurdo. O juiz (Fabrício Sartori, autor da sentença) está considerando todos como bandidos, crápulas porque ficaram impedidos de continuar administrando o sindicato; pegou a todos de surpresa'', afirmou.
Segundo ele, a inelegebilidade de quatro membros da diretoria eleita não impede a eleição da chapa. ''A Nájila foi afetada pela decisão mas não foi citada para se defender. Foi uma decisão autoritária, intervencionista e anti-democrática'', salientou. O advogado ainda disse que o momento é delicado porque é perído de negociação com os comerciários para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. ''O interventor vai negociar em nome dos comerciantes?'', questionou. (F.M.)





