Curitiba - Desde agosto do ano passado está suspensa a instalação de novas indústrias no distrito industrial de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, local onde está instalada a montadora Renault. E as indústrias já instaladas terão que apresentar um projeto de adequação do sistema de esgoto. O projeto é caro, e quem não se adequar está ameaçado de ser ''despejado'' da área.
O governo do Estado editou decreto declarando a região como Area de Preservação Ambiental (APA), porque está localizada na bacia do Rio Pequeno, área de manancial onde a Sanepar faz captação de água.
A decisão está mobilizando os empresários que estão preocupados com o decreto governamental. Segundo o presidente da Associação Comercial, Industrial, Agrícola e de Prestadoras de Serviços de São José dos Pinhais, Julio Canestraro o decreto representa um engessamento para o crescimento do município. Ele diz que o investimento para adequar indústrias e moradores para uma área de manancial é muito alto e os pequenos e médios empresários não têm condição, em função das milhares de dificuldades que enfrentam no dia-a-dia para manter uma empresa trabalhando e gerando empregos.
O presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Rasca Rodrigues, reconheceu o impasse e admitiu que de todas as empresas instaladas naquele distrito industrial somente a Renault tem condições de se adequar. Ele concordou que precisa ser encontrada uma solução para as empresas já localizadas na área.
Segundo Rodrigues, o distrito industrial foi criado para favorecer a instalação da Renault. Na época o rio Pequeno foi desviado para depois da localidade de captação de água da Sanepar. Com isso, a área deixou de ser considerada manancial o que favoreceu a criação do distrito, explicou. O nível do rio voltou ao leito normal e a Sanepar requereu licenciamento para fazer a captação da água.

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