São Paulo - Em um dia marcado pelo otimismo, o C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, fechou em alta de 0,11%. Com a valorização, o risco-país caiu para 1.599 pontos, valor 1,7% inferior ao do último fechamento e o menor dos últimos quatro meses.
O dólar fechou cotado a R$ 3,515, baixa de 1,54% em relação a cotação de terça-feira, influenciado pelo bom desempenho do C-Bond e por notícias no cenário interno que foram bem recebidas pelos investidores.
A alta de um ponto porcentual na Selic não foi suficiente para influenciar negativamente a Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 1,16%, aos 10.087 pontos. ''A subida da taxa já estava no preço'', disse Sérgio Machado, diretor de tesouraria do banco Fator.
Devido à alta dos índices de inflação observada nas últimas semanas, o mercado já esperava que o Copom aumentasse a taxa. Muitos inclusive acreditavam que a alta poderia ser maior.
Segundo Machado, como o Banco Central satisfez a expectativa dos investidores, o mercado reagiu positivamente. ''Quando o BC atua de forma consistente, ele acalma o mercado.''
Oo período da manhã foi de poucos negócios, principalmente no mercado de câmbio. A moeda norte-americana já abriu em queda, influenciada pelas declarações positivas do Fundo Monetário Internacional (FMI) com relação às intenções políticas do próximo presidente da República.
O boato - posteriormente negado pelo presidente do Partido dos Trabalhadores - de que Armínio Fraga poderia continuar no cargo de presidente do BC ajudou a sustentar a baixa do dólar, que chegou, na mínima do dia, a R$ 3,484. Além disso, telefonemas de empresas exportadoras para mesas de câmbio também ajudaram a manter o otimismo. Segundo um operador do mercado, isso mostra que o fluxo de dólares pode aumentar nos próximos dias.
Após o resgate de aproximadamente US$ 389 milhões referentes a parcela da dívida pública atrelada ao dólar que não havia sido rolada, espera-se a moeda passe por um momento de calmaria nos próximos dias.
Entretanto, a cotação abaixo de R$ 3,50 vem sendo encarada como um patamar em que o preço do dólar torna-se atrativo para a compra, principalmente para quem precisa da moeda norte-americana para honrar compromissos no curto prazo.

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