Decisão contou com participação de ministros
A decisão de desistir da MP e impedir a correção da tabela do IR foi tomada anteontem à noite, em reunião no Palácio do Planalto, da qual participaram, além de Chinaglia, os ministros Antonio Palocci Filho (Fazenda) e Aldo Rebelo (Articulação Política), o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, o relator da MP, deputado Carlito Merss (PT-SC), e líderes da base aliada. Na reunião, ficou claro que o governo seria derrotado no plenário.
O argumento do governo para a derrubada também da correção da tabela do IR é a Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece que não pode haver aumento de despesa (ou perda de receita) sem fontes de compensação. A compensação para a perda de arrecadação com a correção da tabela do IR era o aumento da carga tributária sobre prestadores de serviço e outros setores da economia, como agricultores. A oposição alega, porém, que essa compensação já está prevista no Orçamento deste ano.
Merss disse que o governo foi derrotado porque não soube divulgar a MP e, dessa forma, perdeu o debate para setores da sociedade que, segundo ele, são formadores de opinião, como médicos, jornalistas e advogados.





