Décifit deve fechar o ano em US$ 6 bi
O déficit da balança comercial brasileira deverá ser de US$ 6 bilhões este ano, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A exportações poderão, no ano, cair cerca de 1,2% ante o total registrado no ano passado. No início do ano, a entidade previa que a diferença entre importações e exportações apresentaria um saldo negativo de R$ 5 bilhões, mas teve de rever suas estimativas diante do impacto que as exportações brasileiras estão sofrendo por causa da crise externa. De acordo com a Unidade de Política Econômica (UPE) da CNI, responsável pelo Informe Conjutural de setembro, divulgado ontem, o desaquecimento do comércio mundial está afetando negativamente a balança comercial brasileira.
O governo continua trabalhando com a expectativa de um déficit de US$ 5 bilhões e com aumento das exportações de 3% a 4% em 98, em relação a 99 - no início do ano, acreditava em uma expansão da receita com exportados de 11% a 12% sobre 97, porém a esperança de concretização destes porcentuais foi abandonada por causa da crise externa. Até setembro, o déficit da balança já está em aproximadamente US$ 3,8 bilhões.
De janeiro a agosto, segundo o Informe da CNI, as exportações brasileiras para a Ásia representaram somente 28% do valor apurado no mesmo período de 97. A perda foi de US$ 1,5 bilhão. Mais: como na crise os países asiáticos desvalorizaram suas moedas e estão reestruturando seus parques produtivos, vêm se mostrando mais competitivos em mercados que o Brasil disputa.
Observe-se, contudo, que, na dinâmica do comércio exterior, este último ponto, em primeira instância prejudicial ao desempenho brasileiro, poderá ter desdobramentos benéficos sobre as vendas do País. É que, com o aumento das exportações dos asiáticos, que operam principalmente com produtos acabados, as vendas brasileiras para a Ásia poderão aumentar: afinal, o Brasil fornece àquela região principalmente produtos semi-elaborados, que entram na fabricação do bens que ela exporta. Portanto, há possibilidadee de que a demanda por insumos brasileiros cresça.
Mas as exportações brasileiras continuam sofrendo, segundo o Informe da CNI. A demanda por commodities por parte da Ásia e da Rússia tem provocado queda nos preços internacionais destes produtos, prejudicando a receita brasileira com as vendas externas de produtos básicos e manufaturados de origem agropecuária.Arquivo FolhaDesaquecimento globalCom o impacto da crise mundial, exportações brasileiras devem cair 1,2% em relação ao resultado do ano passado: redução na demanda por commodities por parte da Ásia e Rússia derruba os preços internacionaisAgência Estado





