Débito maior é do setor público, diz empresa
A inadimplência maior com a Sanepar é oriunda do setor público, incluindo prefeituras, órgãos do governo federal e uma pequena parcela do governo estadual, explica Paulo Muller, coordenador do Grupo de Gestão Comercial da Sanepar. A empresa admite, ainda, a existência de 4,39% de contas inativas no Estado acumuladas desde 1994, que corresponde ao corte de 88 mil ligações de um total de dois milhões de ligações ativas.
Por outro lado, a Sanepar contesta as informações do Senge e informa que, no total de contas entre particulares, grandes consumidores e de órgãos públicos, a inadimplência registrada este ano, até o mês de setembro, é de 0,9%, portanto menos de 1%. No cálculo entre receita operacional e arrecadação, que inclui a quitação de débitos antigos, a empresa apresentava uma receita de R$ 670 milhões no período janeiro a setembro deste ano, e arrecadação de R$ 667 milhões.
Muller confirma que a empresa vem acumulando débitos ao longo dos anos, desde 1994. Até o mês passado esses débitos somavam R$ 58,6 milhões. Cerca de 67% desse total, que correspondem a R$ 39,7 milhões são débitos de órgãos do poder público com a empresa, sendo a maior parcela das prefeituras.
Para reduzir esse débito, Muller disse que a Sanepar optou por uma estratégia denominada ''encontro de contas''. Ou seja, as prefeituras se dispõem a colocar mão de obra e prestar alguns serviços nas obras da empresa na cidade, em troca da redução do débito.
Para Muller, a situação em Curitiba não é de inadimplência elevada como mostrou o Senge. A receita operacional acumulada até setembro somava R$ 118 milhões, enquanto a arrecadação no período foi de R$ 121 milhões, ou seja houve uma ''evasão negativa'' de 2,59%, afirmou.
Em Londrina, a receita operacional é inferior à arrecadação. Muller lembra que a Sanepar deixou de cortar água na cidade por um ano um função de liminar do Ministério Público. A receita operacional da cidade somou R$ 62,74 milhões e a arrecadação somou R$ 62,16 milhões.
As ligações inativas em Curitiba somam 4,36%, que correspondem a 15.823 ligações, de um total de 363 mil ligações ativas. Em Londrina, as ligações inativas somam 3,85%, que correspondem a 4.380 ligações, de um total de 113 mil ligações ativas.





