Debate sobre horas excedentes trava negociação de comerciários
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terça-feira, 01 de outubro de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
A negociação de reajuste salarial para os comerciários de Londrina voltou a emperrar, principalmente porque os sindicatos dos trabalhadores e dos patrões discordam sobre como definir as horas trabalhadas nas tardes de sábado. Em reunião ontem, os representantes dos funcionários pediram o pagamento como hora extra, enquanto os lojistas querem que seja como adicional incorporado ao salário. Também há discordância sobre a alternância de folgas nos fins de semana. Não há previsão para retomada da discussão.
Depois de afirmarem na última sexta-feira que estavam próximos de um acordo, os dois lados voltaram a discordar. O diretor secretário do Sindicato dos Empregados do Comércio de Londrina (Sindecolon), Celio Vila, afirma que a proposta dos patrões é baixa para a abertura do comércio em todas as tardes de sábado do mês. "Queremos hora extra de 80% sobre o período trabalhado e eles oferecem adicional que representa 25%."
O advogado do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval), Ed Nogueira de Azevedo Junior, diz que a proposta é de 65% por hora adicional nas tardes de todos os sábados, mesmo que o funcionário tenha folga por revezamento, por exemplo. Ainda, oferece R$ 12 de vale alimentação em cada data. "É proibido que se faça quatro horas extras em um dia e eles querem que se receba como hora extra depois das 13h de sábado. É uma impropriedade técnica."
Vila diz que vai aguardar novo contato do Sincoval, enquanto o advogado afirma que a negociação voltou à estaca zero. A novela se arrasta desde o início do ano, quando começou o debate sobre o dissídio da categoria. Os patrões exigem que as lojas possam ficar abertas nas tardes dos quatro sábados para negociar o reajuste no patamar pedido pelo Sindecolon, com 12,69% para o piso. Porém, o debate sobre a alternância de sábados trabalhados e a definição sobre como as horas excedentes constarão na Convenção Coletiva de Trabalho impedem o acordo.


