Debate no Estado inclui necessidade de ciclovias
A preocupação de boa parte dos presentes na audiência pública sobre o debate da redução de impostos sobre bicicletas, em Londrina, era com a falta de infraestrutura para o uso do veículo de duas rodas como transporte. O presidente da Associação dos Ciclistas do Alto Iguaçu, Jorge Brand, sugeriu, por exemplo, que o trajeto previsto para o Bus Rapid Transit (BRT, ou ônibus de trânsito rápido), que será implantado em Londrina, tenha uma ciclovia em paralelo.
Ele destacou que os benefícios vão desde o econômico, passando pelo ambiental, pelo bem-estar e pela redução de gastos com tratamento de obesidade e acidentes no trânsito por parte do governo. "A questão tributária é só a ponta da discussão e é preciso ter leis que incentivem o uso da bicicleta", disse.
Deputado federal e organizador da audiência em Londrina, Luiz Eduardo Cheida, afirmou que, com a criação de um plano de mobilidade no governo do Estado, buscará discutir na Assembleia Legislativa que novas vias sejam acompanhadas de ciclovias. "A partir do decreto, vamos chancelar para que isso seja incluído no Orçamento do Estado", disse.
O coordenador do Projeto Ciclo Paraná, Vinício Bruni, afirmou que a Secretaria do Meio Ambiente do Estado deve entregar em agosto uma proposta de decreto ao governo, para a instituição do Programa Paranaense de Mobilidade.
O proprietário da Kött Cyclery em Londrina, Wladimyr Rumiato, acredita que a redução no imposto sobre o preço das bicicletas teria impacto direto nas vendas. Além de empresário, ele traz a experiência de ter vivido mais de uma década fora do País e diz que no Brasil, ao contrário do que ocorre lá fora, são criados mais empecilhos ao uso de bicicletas e veículos de duas rodas movidos a eletricidade, como emplacamento, com novas taxas que dificultam o acesso. (F.G.)





