O ministro do Trabalho, Edward Amadeo, afirmou ontem em Curitiba que o governo federal se reúne no próximo dia 16 de outubro com representantes dos principais sindicatos de trabalhadores e patronais para discutir o projeto de flexibilização das leis trabalhistas. O encontro servirá para traçar um esboço do projeto que será encaminhado ao Congresso, em novembro. Amadeo defende regras menos rígidas para o trabalhador e empregador.
Amadeo disse que é necessário alterar as negociações coletivas de trabalho. ‘‘É preciso valorizar as negociações e aumentar a responsabilidade dos sindicatos no sentido de preservar o emprego’’, afirmou.
Amadeo disse que o governo federal tem de criar mecanismos para controlar o desemprego crescente, principalmente, nas grandes cidades. Mas ele disse que antes de se preocupar com o fechamento de postos de trabalho, o governo federal precisa agir para reverter o quadro de crise econômica, já que os dois assuntos estão interligados. ‘‘A preocupação prioritária do governo e da sociedade brasileira é debelar o efeito da crise sobre a economia. O fundamental é ação forte nas áreas fiscal e monetária’’, afirmou.
Para o ministro, não é possível prever os efeitos que vão surgir da estagnação da economia. ‘‘Nós estamos muito próximos do olho do furacão da crise. É preciso que passe este momento e por isso temos que ter uma ação serena, mas firme’’, afirmou Amadeo, sem querer falar sobre os índices de desemprego apontados pelos institutos de pesquisa, que indicam taxas entre 6% e 19% da população economicamente ativa.
Durante sua visita a Curitiba, o ministro do Trabalho participou da inauguração do primeiro barracão do projeto Linhão do Emprego, criado pela Prefeitura Municipal. O programa está sendo implantado em 18 bairros da periferia da cidade, em 27 quilômetros por onde passam as torres de energia elétrica.
Nos galpões, os micro e pequenos empresários podem abrir seus negócios com o apoio e estrutura de órgãos da Prefeitura, Banco do Brasil e entidades como a Federação Paranaense da Indústria e Comércio (Fiep). O Linhão do Emprego está orçado em R$ 100 milhões, sendo que R$ 25 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Depois da inauguração, Edward Amadeo participou do lançamento da Agência do Empreendedor - a terceira instalada no País pelo Banco do Brasil. Três estudantes da PUC vão trabalhar na agência, orientando e encaminhando as pessoas que querem abrir seu próprio negócio.

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