De olho no mercado mexicano
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Alexandre Inacio<br> Agência Estado 
São Paulo - Os exportadores brasileiros de carne de frango tentam uma nova aproximação com o governo mexicano para tentar viabilizar o início das vendas do produto in natura do Brasil para aquele país. Depois da visita do presidente mexicano, Felipe Calderón, ao Brasil, em agosto deste ano, quando os exportadores cobraram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma posição mais agressiva em relação ao seu colega latino, o setor privado decidiu retomar as conversas para abertura do mercado. Dentro desse cenário, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), Francisco Turra, embarca amanhã para o México.
O interesse no mercado mexicano de carne de frango não é por acaso. O país é o quinto maior consumidor mundial e também ocupa a quinta posição no ranking de importadores. A expectativa é de que o México eleve em 3% suas compras em 2010 e passe a importar 505 mil toneladas de carne de frango. Atualmente, quase todo frango importado pelos mexicanos vem dos Estados Unidos, mas já existem sinais de que o governo estaria buscando outros fornecedores para manter os preços em níveis aceitáveis.
No final do ano passado, o governo do México procurou os exportadores brasileiros demonstrando interesse em retomar o processo de abertura do mercado para iniciar as importações. Na época, os mexicanos sugeriram a criação de uma cota voluntária, ou seja, que o Brasil indicasse um volume a ser exportado, num gesto que demonstraria o interesse em não prejudicar a produção local. O número proposto foi de 200 mil toneladas por ano e é sobre isso que a missão comercial brasileiro irá tratar até a próxima sexta-feira (20).
A preocupação em importar do Brasil se deve à competitividade do produto nacional, mesmo com a desvalorização do dólar. O México tem uma produção doméstica que deve chegar a 2,88 milhões de toneladas no ano que vem, que é insuficiente para atender a demanda interna, que está estimada em 3,37 milhões de toneladas. Trata-se de um mercado muito promissor, disse Turra, em nota.


