Os empresários do setor de confecção aproveitaram as comemorações do Dia do Boné para divulgar o Censo Industrial do Arranjo Produtivo Local de Confecções de Bonés da cidade (APL). O levantamento analisou a formação das empresas, produção, nível tecnológico e até características da mão-de-obra utilizada. Os números - ver tabela - vão fundamentar pesquisas, treinamentos e cursos de capacitação para o desenvolvimento do segmento.
Segundo o empresário e um dos coordenadores do APL, José Carlos de Souza, até então ninguém sabia exatamente o que a produção de boné representava para o município, o quanto empregava, que tipo de tecnologia aplicava e quais as dificuldades que as empresas enfrentavam. ''Agora vamos trabalhar com os números levantados para melhorar a produção'', confirmou.
Entre as dificuldades apontadas pelo censo e que já estão sendo melhoradas, conforme Souza, é a questão da falta de qualificação da mão-de-obra. ''Isso é um problema latente. Por isso desde o ano passado, quando tivemos acesso aos números da pesquisa, começamos um trabalho de qualificação, com oferta de cursos e treinamentos'', destacou.
''A dificuldade de conseguir crédito também foi apontada pelo censo. Mas já estamos com algumas ações para intermediar os empresários com os agentes financiadores'', destacou. Segundo ele, o próprio BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento -já liberou cerca de R$ 3 milhões para financiar os empresários da cidade.
O empresário e coordenador do grupo de mercado do APL, André Luís do Espirito Santo, comentou que o censo ajudará a alavancar o segmento e consolidar Apucarana como excelência de produção do boné. ''Não queremos apenas quantidade, queremos que o nosso produto seja reconhecido pela qualidade'', afirmou.
Este ano, a proposta do APL é divulgar o segmento pelo Brasil e pelo mundo. ''Vamos participar de feiras nacionais e visitar algum evento fora do País. Queremos alcançar o mercado externo, por isso vamos trabalhar principalmente para adquirir os certificados de qualificação'', disse André.
Atualmente, menos de 5% da produção é exportada. O empresário adiantou que vai sugerir que o censo seja realizado em outras regiões produtoras de boné, para confirmar o dado de que Apucarana fabrica mais de 80% da produção do País.(E.Z.)

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