De olho na taxa Selic, mercado tem um péssimo dia
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quarta-feira, 10 de março de 2004
Márcia Pinheiro, Silvana Rocha e Lucinda Pinto<BR>Agência Estado 
São Paulo- A quase certeza de que a taxa Selic não será reduzida em março, e o IGP-M acima do esperado (0,66%) fizeram os mercados terem um péssimo dia. O Ibovespa fechou na pontuação mínima (21.670), em forte queda de 4,43%, o dólar comercial subiu 0,66%, para R$ 2,90, na terceira alta consecutiva, o risco País subiu 3,56%, para 552 pontos, e o C-Bond desvalorizou-se 1,65%, vendido a 96,9% do valor de face. No mercado de juros futuros, predominou a convicção de que o resultado do IGP-M vazou.
O discurso conservador do presidente do BC, Henrique Meirelles, o aumento da produção industrial e a prévia do IGP-M acima das previsões adiaram a esperança de queda da Selic. CSN ON encabeçou a lista das maiores quedas do Ibovespa, com perda de 8,57%. O mercado realizou lucros no papel, após a confirmação de que a companhia registrou resultado positivo de R$ 1,031 bilhão no ano passado, dentro das expectativas. Os demais piores desempenhos foram de Gerdau PN, que recuou 8%, Tractebel ON (7,40%), Eletropaulo PN (6,43%) e Vale ON (6,25%).
Só um papel do índice fechou em alta, Embratel ON, que avançou 2,48%. O contrato de Ibovespa futuro para abril projetou queda de 5,10%.
O mercado cambial precificou a expectativa de manutenção da Selic e a não rolagem do próximo vencimento de US$ 1,314 bilhão em títulos e troca de papéis atrelados ao dólar no dia 18. Depois da subida do IGP-DI de fevereiro para 1,08%, terça-feira, as tesourarias de bancos reforçaram o ajuste de posições à tarde, reagindo a rumores de que a primeira prévia do IGP-M também poderia vir acima do esperado. A confirmação dos boatos veio após o fechamento.


