De Londrina para o mundo
Por algum tempo, a falta de uma cultura exportadora fez com que o empresário Anderson dos Santos Queiroz, proprietário da Daelô - fábrica londrinense que confecciona bolsas, cintos e carteiras femininas em couro - desviasse o olhar do comércio exterior. No ano passado, com o auxílio do Programa Extensão Industrial Exportadora (Peiex), ele ampliou os seus horizontes, remodelou a empresa e fez contatos com tradings que já estão negociando os seus produtos com outros países.
''Antes, eu pensava que vender só por aqui (Londrina) já estava bom, mas pude entender a importância de levar o meu produto para fora do País'', atesta, completando que a fábrica tem três anos, mas por dois trabalhou apenas com montagem e há três lançou a marca própria. No ano passado, o empreendedor recebeu a visita de um técnico extensionista do núcleo local do Peiex, que apontou o que era necessário mudar.
Queiroz conta que remodelou o negócio e percebeu que para chegar à Europa, por exemplo, ''que tem as marcas mais conhecidas em bolsas'', seria necessário agregar diferenciais para deixar o produto ''com a cara do Brasil''. Para tanto, passará a utilizar forro com estampa de arara e detalhes em madeira nativa ou capim dourado. Além destas mudanças, o empreendedor fez alterações na logomarca e vai disponibilizar o site também em inglês e espanhol. ''São pequenos detalhes que fazem grande diferença'', atesta.
Para ele, a falta de informação, de cultura exportadora e de incentivo financeiro do governo às pequenas empresas estão entre os fatores que mais pesam para um empresário começar a exportar. ''Preferi contar com intermediárias e, por meio de duas tradings, já estou negociando os meus produtos com a Europa e o Mercosul'', comemora.
No segundo semestre a Daelô vai lançar uma linha de vestuário e no ano que vem de calçados. Atualmente a fábrica comercializa sua marca em São Paulo, Brasília, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Bahia. (A.V.)





