De la Rúa põe em prática o plano de 'déficit zero'
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segunda-feira, 16 de julho de 2001
Agência Folha De Buenos Aires 
Dando início ao pacote de ajuste fiscal, o Ministério da Economia da Argentina anunciou ontem que o gasto público será reduzido em US$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre deste ano. Esta quantia será obtida com a eliminação de US$ 340 milhões que já estava prevista desde o início do mês, além de US$ 869 milhões que serão cortados com a implementação do déficit zero.
No domingo, o presidente Fernando De la Rúa obteve das oito províncias controladas pela coalizão de governo Aliança UCR-Frepaso, o compromisso de eliminar seus respectivos déficits fiscais. Além das províncias da coalizão, o governo também conseguiu o compromisso da Capital Federal (a cidade de Buenos Aires), que possui superávit fiscal.
No entanto, o sucesso do plano dependerá do compromisso das treze províncias controladas pelos peronistas, entre as quais estão as mais importantes e ricas do país. Segundo a Fundação Capital, as províncias são responsáveis por 30% do déficit fiscal que o governo pretende cortar ainda este ano, que é de um total de US$ 10 bilhões. Do total provincial, metade corresponde à província de Buenos Aires, a maior e mais povoada do país.
Ontem, no primeiro dia de existência, o pacote de ajuste fiscal do presidente De la Rúa já foi alvo de uma ação na Justiça. O recurso, apresentado por Nélida Soto, uma funcionária do ANSES, o sistema estatal de aposentaria, indica que o ajuste de 13% nos salários dos funcionários públicos é inconstitucional.


