O presidente Fernando De la Rúa fracassou em conseguir um amplo acordo financeiro que englobasse todos os governadores das províncias argentinas. De la Rúa teve uma pálida vitória parcial na batalha para fechar o acordo, já que somente obteve a assinatura dos governadores das províncias de seu partido, a UCR, além do governador de Neuquén (do ''Movimento Popular Neuquino'', um partido provincial) e do chefe de governo da cidade de Buenos Aires.
Até o fim do dia, os governadores do Partido Justicialista (Peronista) continuaram rechaçando as propostas do governo. Sem a rubrica dos peronistas, o governo não possui o respaldo de 14 das 23 províncias do país mais a Capital Federal.
Os analistas consideram que sem o apoio do peronismo será difícil implementar o pacote de medidas econômicas, além da operação de reestruturação da dívida pública. Os peronistas recusavam-se em aceitar o acordo, que implicaria em receber grande parte das dívidas da União com as províncias e das remessas federais futuras em Lecops, um bônus emitido pelo governo De la Rúa, na categoria de ''pseudo-moeda''.
O argumento dos peronistas é que o acordo causará ''explosões sociais'' nas empobrecidas províncias do país. ''Se o assinássemos, estaríamos hipotecando o futuro de nossas províncias'', sustentou o governador de San Luis, Adolfo Rodríguez Saá.

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