Já faz um ano e oito meses que Pablo Edgar Santos trabalha como líder de carbonização na Bricarbrás mas antes disso ele enfrentava a rotina de carvoeiro numa pequena empresa da família. ''Só não era trabalho escravo porque trabalhava com meu pai'', brinca. Feliz com a mudança, o rapaz confirma que a rotina numa carvoaria tradicional não é nada fácil.
Santos conta que o dia no antigo trabalho começava por volta das 5 horas da manhã e não tinha hora para acabar, nem final de semana ou feriado. Ele tinha que puxar a madeira, cortar as toras, encher os fornos, acompanhar a queima, fazer a limpeza com as brasas ainda queimando, resfriar o carvão, ensacar e comercializar. A fumaça tomava conta de tudo, prejudicava a respiração e cansava ainda mais.
Hoje, ele continua trabalhando na produção de carvão vegetal mas em condições bem diferentes. Santos comanda outros funcionários no processo de carbonização e ainda vai para o laboratório checar se a qualidade do produto é (L.A.)

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