De agrícola a industrial, um estado com novo perfil
A política de incentivo à industrialização do Estado começou em 1995, quando o governo decidiu que era hora de mudar o perfil do Estado, até então sustentado basicamente pelo setor agrícola. Grandes grupos desembarcaram em solo paranaense. A maioria é do setor automotivo e está concentrada na Região Metropolitana de Curitiba. Todas receberam uma lista de benefícios que foram desde a doação de terrenos e obras de infra-estrutura até mesmo a participação do Estado como acionista.
A montadora Renault recebeu R$ 400 milhões do governo que se tornou sócio da empresa, com 40% das ações. Aos poucos, a Renault foi fazendo aumento de capital e a participação do Estado foi reduzindo até ser encerrada no final de 1998.
A quantidade de incentivos nunca foi detalhada pelo governo, que considera este assunto estratégico. Foi este mesmo tema que gerou uma guerra política e administrativa com São Paulo, que, descontente com a perda de indústrias para o Paraná, entrou com inúmeras ações judiciais contra o Estado.
A industrialização tem sido defendida pelos secretários estaduais. O secretário do Planejamento, Miguel Salomão, costuma repetir que o Paraná precisava acabar com a política desigual no País. Ele afirma que o governo agiu certo ao investir na industrialização. Somente assim o Estado parou de vender energia sem recolher imposto para outros Estados e passou a consumí-la internamente, o que gera recolhimento de tributos. (C.M.)





