Agência Estado
De São Paulo
Somente ontem, mais de uma semana depois das mudanças nas discagens de longa distância, as empresas de telefonia fixa consideraram que a prestação dos serviços está totalmente normalizada. Em comunicados enviados à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as empresas de todo o país confirmaram que o número de ligações completadas está igual ou acima dos padrões anteriores às mudanças. A Anatel assegura, no entanto, que a normalização dos serviços não exime as empresas da responsabilidade pelas deficiências verificadas nos primeiros dias da implantação do novo sistema. Até a próxima sexta-feira, as empresas terão de apresentar seus relatórios à agência.
De acordo com nota divulgada pela Anatel, esta avaliação é fundamental para identificar todas as causas e determinar as sanções e ações a que estarão sujeitas as empresas. ‘‘Será também verificada a possibilidade técnica de identificar os assinantes que não puderam completar suas chamadas, com o objetivo de definir a forma de compensá-los’’.
Até o meio-dia de ontem, segundo a Anatel, o nível de eficiência nas ligações chegou a 104,7% se comparado ao do domingo anterior. A normalização na prestação dos serviços ficou dentro do prazo dado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso que, na última quarta-feira, afirmou ao ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, e ao presidente da Anatel, Renato Guerreiro, que queria todo o sistema de telefones funcionando sem problemas em 72 horas. O final deste prazo foi coincidente com aquele que as prestadoras haviam previsto. Ou seja, uma semana da implantação até completa regularização do sistema.
No documento enviado ontem à Anatel, a Telefônica de São Paulo assegura que, ‘‘pelas taxas de completamento (ligações completadas) observadas entendemos que a situação da Telefônica está dentro da normalidade’’. A Tele Centro-Sul, que presta serviços em toda a região Centro-Oeste, parte do Norte e, ainda, o município de Pelotas, no Rio Grande do Sul, informou que os números do seu desempenho, no último sábado, ‘‘estavam em linha com aqueles observados antes da introdução do Código de Seleção de Prestadora’’. A Embratel também assegurou que os seus serviços chegaram ao ‘‘mesmo nível de qualidade que apresentava antes da mudança’’.
As empresas de telefonia vão divulgar amanhã se pretendem ou não ressarcir os consumidores por prejuízos em decorrência do mau funcionamento do novo sistema de ligação de interurbanos, em vigor desde o dia 3. As companhias vêm-se recusando a assumir a responsabilidade pelas falhas no DDD, mas, na opinião do secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, Belisário dos Santos Júnior, o consumidor merece alguma compensação pelos transtornos.

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