DDA vai facilitar vida de cliente bancário
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sexta-feira, 09 de outubro de 2009
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
A partir do dia 19 de outubro os clientes bancários poderão dar adeus a alguns boletos de cobrança em papel. É que entra entra em vigor o serviço de Débito Direto Autorizado (DDA), que pretende facilitar o controle e pagamento de contas dos usuários de banco. Por meio desse instrumento será possível acessar eletronicamente as contas, dispensando o recebimento de boletos impressos. ''O DDA é uma forma prática e segura das pessoas e empresas controlarem suas finanças'', diz o diretor setorial de Serviços Bancários da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Iézio Ribeiro Sousa.
O DDA não é um débito automático. Porém, a exemplo do que ocorre com os boletos impressos, o cliente poderá solicitar o débito automático para quitar qualquer um dos compromissos acessados pelo DDA ou postergar esse pagamento. ''Diferentemente do débito automático, o cliente vai poder visualizar primeiro o boleto, avaliar o valor da conta e autorizar ou não o pagamento por meio eletrônico'', acrescenta Sandra Boteguim, diretora de Produtos PJ do Itaú Unibanco.
Além disso, segundo ela, em algumas situações o cliente vai poder ''linkar'' a autorização do pagamento com um valor predeterminado. ''Se o usuário do serviço não quiser visualizar todos os meses a conta antes de pagá-la, poderá, em alguns casos, avisar o banco e determinar um valor máximo em que a conta pode ser debitada automaticamente: uma conta telefônica em até R$ 200. Se passar disso, o banco não poderá efetuar o pagamento'', exemplifica.
Segundo ela, o DDA é interessante pois organiza as informações e deixa mais transparentes as transações. Fora amenizar questões burocráticas, ainda será um grande benefício para o meio ambiente. Atualmente, os bancos brasileiros emitem por ano 2,3 bilhões de boleto. Mais de 3 bilhões de árvores são usadas para gerar esse papel. O DDA, segundo a Febraban, também contribui evitar o uso anual de 1 bilhão de litros de água e a emissão de milhões de quilogramas de dióxido de carbono no processo de emissão de boletos impressos. A expectativa é de que em três anos, 50% do volume total de cobranças esteja no DDA.
Quanto ao receio que algumas pessoas têm de usar os serviços bancários via internet ou mesmo o medo de não ter mais a garantia, no papel, de que pagou a conta, Sandra observa que não há como fraudar um boleto eletrônico, além disso o sistema elimina erros de digitação dos dados do boleto. A diretora do Itaú Unibanco também ressalta que os clientes que desejarem poderão imprimir o comprovante de pagamento e guardá-lo como garantia.
Contudo, o banco também fará o registro desses comprovantes eletrônicos e os deixará guardado durante cinco anos. ''Se o cliente precisar do comprovante poderá solicitá-lo'', avisa. O Itaú Unibanco tem uma carteira de quase 20 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. Até agora, cerca de 200 mil já se cadastraram para participar da nova modalidade.
Segundo informações da Febraban, o novo serviço traz uma série de vantagens para o cliente pessoa física ou jurídica que vai pagar a cobrança (sacado) e para o que a emite (cedente). Para o sacado, os benefícios incluem a maior facilidade de controle dos boletos a pagar, redução de documentos para manusear - em especial no caso das empresas - e certeza de recebimento de boletos dentro do prazo esperado. Para o cedente, será possível ter maior controle do fluxo das cobranças emitidas e há garantia de entrega dos boletos.
Ainda conforme a entidade, o DDA será utilizado para boletos de cobrança como os de mensalidades escolares, planos de saúde, condomínios, financiamentos de casa e de veículos. Para os cartões de crédito, inicialmente os interessados terão acesso apenas à cobrança. A visualização da fatura com o detalhamento das compras ocorrerá num prazo de até seis meses após a implantação do DDA. No início, tributos e serviços de concessionárias (água, luz, gás e telefone) não poderão ser acessados.
O DDA, segundo a Febraban, segue a outras iniciativas que os bancos colocaram em operação nos últimos anos para facilitar o dia a dia dos clientes, como o aprimoramento dos canais eletrônicos, atendimento pela internet e por telefone. Em 2008, o orçamento em tecnologia da informação foi de R$ 16,2 bilhões, dos quais R$ 6,5 bilhões referem-se a investimentos nessa área.


