Davos tenta recuperar crença no capitalismo
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2003
Agência Estado 
Genebra, Suíça O Fórum Econômico Mundial inaugura amanhã sua 33 edição na cidade de Davos, na Suíça, e enfrentará, até o próximo dia 28, um dos maiores desafios de sua história: recuperar a confiança no capitalismo, afetado nos últimos meses por turbulências financeiras em economias emergentes, escândalos contábeis, queda nos investimentos, ataques terroristas, estagnação do fluxo comercial, alta do petróleo e, mais recentememte, pela ameaça de guerra no Iraque.
Os mais de dois mil participantes que estarão na cidade dos Alpes suíços estão orientados a discutir, em 270 conferências, de que forma empresas, governos e a sociedade civil poderão reconstruir relações de confiança tema central do Fórum de 2003. Além disso, temas como a redução da pobreza, desenvolvimento e a luta contra a Aids ganharam espaço na nova agenda do evento.
Em Davos, porém, ninguém esconde que o triunfalismo e os grandes banquetes que eram algumas das caraterísticas do Fórum nos anos anteriores foram substituídos por um clima de incertezas e de deconfianças sobre o futuro da economia mundial.
A nova fase do Fórum Econômico está refletida também em seus participantes. Davos afirma que, de seus 2,1 mil convidados, 250 são líderes políticos. Mas a maioria dos presidentes que passará pela Suíça nos próximos cinco dias são de países em desenvolvimento, principalmente da América Latina. Luiz Inácio Lula da Silva, o mexicano Vicente Fox e o argentino Eduardo Duhalde estão entre os destaques do evento.
Davos ainda apresentará uma novidade em 2003: pela primeira vez, os protestos das ONGs antiglobalização terão local, hora e regras para ocorrer. No dia 25, sábado, mais de 35 entidades planejam um ato para mostrar ao Fórum Econômico que não estão de acordo com a forma pela qual os líderes estão tratando os problemas mundiais.
Além disso, as ONGs pretendem realizar debates paralelos aos eventos oficiais. Um deles será o Fórum de Davos Alternativo, que tentará apresentar propostas concretas sobre como reconstruir a confiança entre os segmentos da comunidade internacional.


