Comercialmente, o Dia do Homem ainda não tem merecido praticamente nenhuma atenção especial. Tanto que, a exemplo de outras cidades, a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) não possui ação específica para a data em seu planejamento, conforme explica o presidente da entidade, Nivaldo Benvenho.
Internacionalmente, a data é celebrada em 19 de novembro. Ela foi estabelecida em meados de 1980 por Mikhail Gorbachev, ex-presidente Russo, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e de grupos de defesa dos direitos masculinos da América do Norte, Europa, África e Ásia, segundo a Shopper Experience, empresa que conduziu a pesquisa ''Desvendando os mistérios do consumo masculino brasileiro''.
A proposta inicial da data era promover a igualdade entre os gêneros e incentivar a população masculina a cuidar da saúde de forma preventiva. No Brasil, no entanto, começou a ser comemorada há aproximadamente sete anos, com foco diferenciado, por meio de ações pontuais no comércio e pequenas notas na imprensa.
Embora a data tenha surgido para estimular os homens a se atentarem à saúde, para o professor de Sociologia da Pontifícia Universidade Católica em Curitiba (PUCPR), Cezar Bueno, ''esse não é o fator determinante''. ''Há uma crise da identidade do masculino. Aquele que sempre vestiu a roupa de dominador, repentinamente, é obrigado a criar uma data para mostrar que ele também existe'', explica. Do ponto de vista ideológico, segundo o professor, há uma preocupação em tentar restaurar padrões antigos de moralidade.
Conforme Bueno, o Dia do Homem tende a ser uma resposta ao Dia da Mulher. ''É uma questão de gênero'', avalia. Ele considera que a data não tem grandes atrativos como outras comerciais e, por isso, terá mais dificuldade para se expandir e consolidar do ponto de vista mercadológico, ''pois o homem tende a consumir menos que outras categorias''.
A presidente da Shopper Experience, Stella Kochen Susskind, esclarece que no País a data visa dar oportunidade ao comércio de aquecer as vendas neste mês ''que é mais fraco''. Ela não descarta a possibilidade do Dia do Homem se tornar uma data comercial ao longo dos anos. (A.V.)

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