Dançando conforme a música
Dançando conforme a música
Lista da empregada
Júlio de Oliveira, médico de 64 anos, costuma fazer compras semanais, seguindo a risca os pedidos da empregada doméstica. Com os preços estabilizados, compro em pequenas quantidades; não é preciso mais estocar. Carne, verduras, compro a cada dois ou três dias. Levo tudo certinho, sem dívidas, sem atropelo. O crédito de Oliveira é o cartão do supermercado - para pagamento em 40 dias, sem juros. Se não for assim, sem juros, não compro, afirma, dizendo que não faz nenhum tipo de prestação, nem entra em crediário. Com quatro adultos na família e um cachorro que custa caro, ele fala que agindo assim não leva problema para casa.
Controle total
Diva Sinosake, 43 anos, com marido e dois filhos, sempre paga as contas em dia para evitar multas e juro de mora. Quando se vê forçada a economizar ainda mais, corta roupas e calçados, nunca as despesas com a educação. Bancária aposentada, Diva conta que usa o cartão de crédito sempre dentro do prazo de vencimento e só quando o preço é à vista. Estamos aprendendo a economizar até o consumo de água, a energia elétrica, o gás; só assim temos o controle dos gastos. Quem faz a faxina da casa é ela. O marido cuida do jardim, por exemplo, e as crianças fazem um ou outro serviço doméstico. Todos, em casa, tem alguma função, obrigações, responsabilidade.
Sem vaidades
Maria Eulália dos Santos, 57 anos, compra no mesmo supermercado desde a entrada do Real. E só à vista. Guardo todos os tíquetes, e por mais que falem, os preços estão subindo, sim, observa. As compras são quinzenais e sempre os mesmos produtos: arroz, feijão, óleo, açúcar, farinha; o básico da cozinha. Nunca deixo de ver os preços, os descontos, as ofertas; com seis pessoas em casa, uma delas desempregada, a gente precisa tomar muito cuidado. Dna. Maria não faz crediário e nunca vai atrás de produtos supérfluos. Eu não sou vaidosa, e sei que é difícil ganhar. Quando sobra um dinheirinho, a gente compra alguma coisa diferente.





