O preço do barril de petróleo no mercado internacional poderá baixar no próximo mês, quando acontece uma reunião com os países membros da Opep em Caracas, na Venezuela. A previsão é do embaixador da Nigéria, Thaddeus Dan Hart, que participou ontem das comemorações dos 15 anos do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Cine Ouro Verde.
O embaixador não quis arriscar um valor para o preço do barril em setembro. ‘‘Mas acredito que vai diminuir porque os países devem fixar novas cotas, aumentando a produção de petróleo’’, opinou Hart.
A Nigéria é a 7ª produtora de petróleo do mundo, com 2,5 milhões de barris por dia, exportando o produto para os Estados Unidos, Europa e outros países do continente africano. Desde que o preço do barril disparou, o dinheiro em circulação aumentou naquele país. ‘‘Infelizmente, a maior parte dos recursos está sendo usada para pagar a dívida externa com os Estados Unidos, que é de US$ 31 bilhões’’, disse Hart.
Segundo ele, o país não tem interesse numa queda brusca no preço do barril por depender quase que totalmente do petróleo. ‘‘Cerca de 80% da renda do país vem do setor’’, afirmou o embaixador. Hart pondera, porém, que o preço do barril não pode ficar muito alto. ‘‘Não adianta ficarmos sem compradores, devido a uma crise mundial. Os técnicos do setor acreditam que um preço razóvel para compradores e vendedores seria de US$ 25’’.
Hart disse estar tentando alavancar negócios entre a Nigéria e Brasil. ‘‘A situação dos países é similar. Também produzimos cacau e café. Poderíamos fazer uma trabalho conjunto para melhorar os preços destes produtos no mercado internacional’’, afirmou. ‘‘Também podemos fazer outras parcerias técnicas no setor agrícola’’.

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