Daewoo quer investir em fábrica no PR
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de abril de 1998
Oswaldo Petrin 
DivulgaçãoVisitaHee-Choo Chung e Yung Il Park, da Daewoo, com Jabur e Garcia: interesseA Daewoo Heavy Industries Ltda., da Coréia, pode ser a próxima indústria estrangeira a investir no Paraná, com preferência para Londrina. Trata-se da terceira maior indústria de veículos da Coréia e uma das 10 maiores indústrias automobilísticas do mundo. O interesse da Daewoo Heavy no Brasil seria do segmento de caminhões, já que o Brasil é o 5º maior mercado.
A Daewoo Haevy é o terceiro maior grupo da Coréia e atua em setores bem diversificados (produz 5 mil itens). O faturamento, ano passado, foi de US$ 60 bilhões. Está entre os 100 maiores grupos empresariais do mundo.
A intenção de investir no Brasil foi manifestada pelo próprio presidente Comercial da Daewoo Haevy, o empresário Hee-Choo Chung à este jornal, durante visita ontem à Exposição de Londrina. Hee-Choo Chung e o diretor-gerente da Daewoo do Brasil, sr. Young Il Park, estiveram ontem com os empresários João Jabur e Fernando Garcia numa retribuição, segundo Chung, à visita que Jabur e Fernando fizeram ano passado à fábrica de caminhões. Na oportunidade, a empresa Garcia adquiriu quatro ônibus e dois caminhões da Daewoo Haevy.
Sobre a possibilidade de investimentos no Brasil, João Jabur deixou claro que a visita é de cortesia, não descartando, porém, que os coreanos também estejam sondando o potencial econômico. Tanto João Jabur como Fernando Garcia foram cautelosos na informação sobre a prospecção de mercado por parte dos coreanos. Mas, se o Brasil é o 5º maior mercado de caminhões e eles são um dos maiores fabricantes, certamente, um dia tem que haver algum tipo de negócios, observou João Jabur. Há um grau de parentesco nas diretorias da Daewoo Haevy e da Kumho, que está se instalando em Londrina, em parceria com a Jabur.
João Jabur acha que se o grupo decidir por investir no Brasil, inicialmente será através de revendas e, numa segunda etapa, viria a linha de montagem e, posteriormente, a fabricação, em definitivo.
Na entrevista à Folha , Chung também observou que a estabilidade econômica e o atual governo são indicadores de confiança para investimentos no Brasil. Ele também disse que a América Latina é um mercado em ascensão e o Brasil lidera esse mercado, além de ser o País que apresenta, hoje, o maior grau de estabilidade.


