Dados mostram que há tendência de alta no desemprego, diz IBGE
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quinta-feira, 09 de abril de 2015
Agência Estado 
A taxa de desemprego de 7,4% no trimestre até fevereiro se mostrou maior em relação aos três meses até janeiro (6,8%), o que reflete uma tendência de elevação na desocupação, afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A dispensa de trabalhadores temporários pode ser um dos fatores por trás desse aumento.
"A taxa já se mostra maior em relação ao mês anterior. É uma tendência de alta na taxa de desocupação", afirmou Azeredo. "Isso é sazonal, é comum subir nos primeiros meses no ano. Ainda tem emprego temporário nessa conta. Mas só esses dados de janeiro e fevereiro já mostram que taxa cresce significativamente. A grande expectativa é quando a taxa vai sofrer inflexão."
O coordenador ressaltou, contudo, que os trimestres encerrados em janeiro e fevereiro repetem dados de alguns domicílios. Segundo o IBGE, 66% da amostra é igual nos dois períodos, enquanto o restante inclui dados inéditos. Portanto, a comparação serve apenas como indicativo de tendência.
Baixa geração de vagas
A procura por trabalho aumentou no trimestre até fevereiro de 2015 em relação a um ano antes, mas a geração de vagas não foi suficiente para absorver todo esse contingente. O resultado foi a elevação da taxa de desemprego na comparação anual, afirmou Azeredo.
"A pressão sobre o mercado de trabalho do lado da procura está muito mais forte (em relação a 2014)", afirmou Azeredo. Nesse período, a economia brasileira continuou gerando vagas, mas o ritmo de crescimento da população desocupada foi mais intenso.
A taxa de desemprego passou para 7,4% no trimestre até fevereiro de 2015, contra 6,8% um ano antes. "Embora tenham sido gerados postos de trabalho, isso foi inferior ao crescimento da população desocupada. A geração de vagas não foi suficiente para conter a elevação da taxa de desocupação", afirmou o coordenador.
Entre fevereiro de 2014 e de 2015, a força de trabalho foi engrossada por 1,596 milhão de pessoas, mas apenas 818 mil conseguiram um emprego. Outros 778 mil entraram na fila do desemprego, segundo o IBGE.


