Dados do Dieese e do governo se confrontam
O nível de ocupação no mercado formal de trabalho apresentou crescimento de 72 mil postos de trabalho no Paraná entre 1995 e 1999. Os dados se referem aos trabalhadores com carteira assinada, aos autônomos e empregadores, deixando de lado o mercado informal que chega quase 45% da população economicamente ativa.
Os números são do Dieese e se confrontam com os dados do governo do Estado. Segundo o governo, houve a abertura de cerca de 700 mil empregos diretos e indiretos em todo o Estado de 95 até este ano. As vagas são calculadas com base no número de novas indústrias e seus possíveis empregos indiretos.
Pelos dados do Dieese, assim como cresceu a oferta de postos de trabalho, houve aumento também do desemprego. No mesmo período foi gerado um saldo de 184 mil desempregados. Para o desemprego não aumentar no Estado teriam de ser geradas 64 mil vagas por ano, mas foram abertas apenas 18 mil, calculou o economista do Dieese, Cid Cordeiro.
O governo do Estado discorda da metodologia utilizada pelo Dieese para calcular o desemprego. Nas avaliações do Ipardes o desemprego na Região Metropolitana de Curitiba não ultrapassa os 6%, enquanto o Dieese calculava um desemprego superior a 17%. A pesquisa do Dieese não é mais feita desde 1998.
O desemprego no Paraná seguiu uma tendência nacional. Logo após os primeiros anos após o lançamento do Plano Real, em 1994, o País mergulhou numa recessão. A economia nacional praticamente não cresceu nos anos de 96, 97 e 98 (ano do pior desempenho do Produto Interno Bruto, com aumento de apenas 0,22%). A média de crescimento anual do PIB foi de 2,2%% entre 95 e 99.
Estagnação representou demissão, principalmente nos setores da indústria e comércio. Somente a partir de meados de 99, após desvalorização da moeda, é que o País voltou a se recuperar. Um ano após o Plano Real, o Paraná tinha uma participação nos empregos nacionais de 6,7%. Os dados deste ano demostram que houve uma retração para 6,59%. (C.M.)





