O documento da CNA, Abiove, OCB, Fundação Mato Grosso e Anac tambémm vai mostrar que o produtor brasileiro não recebe nenhum tipo de subsído e ainda paga altas taxas de juros no financiamento à produção sendo obrigado a utilizar várias fontes de financiamento, incluisive a captação junto a agentes privados pagando juros de mercado. A taxa média desse ‘‘mix’’ de financiamento para a produção, dois anos atrás, era de 21,75%. Portanto, quando se diz que o crédito tem um custo de 8,7% de juros, na realidade está se falando de apenas uma das fontes de recursos, nem sempre a mais utilizada. Os produtores, para plantar e colher, às vezes têm que recorrer a juros altos. É o que deve constar do documento.
Os produtores brasileiros, através da CNA e outras entidades, não são os únicos a acreditar que os subsídios podem levar à superprodução e derrubar os preços.
O próprio governo norte-americano se preocupa com isso, conforme expressaram várias vezes assessores de Bush. A Casa Branca vinha se mostrando contrária ao volume de recuros por acreditar que o aumento nos subsídios pode estimular a superprodução e derrubar os preços das commodities.
O presidente George W. Bush foi favorável à uma proposta mais conservadora, trata-se do projeto que elevaria em US$ 36 bilhões os gastos com subsídios em cinco anos. Bush mantém apoio a um aumento de US$ 73,5 bi nos gatos com programas agrícolas, porém para um período de 10 anos - ou cerca de 36,5 bi em cinco anos. A lei, aprovada na quarta-feira, acrescenta a esses valores mais US$ 9 bilhões. Mas, segundo Getúlio Pernambuco, o Brasil, ao debater a questão na OMC, não deve se limitar aos subsídios previstos na Farm Bill pois, como disse no início da entrevista, os americanos praticam várias modalidades de subsídios.

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