DAC não pretende cassar concessão da Transbrasil
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segunda-feira, 03 de junho de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O Departamento de Aviação Civil (DAC) não está disposto a cassar a concessão de empresa aérea da Transbrasil, que venceu ontem. Uma portaria do órgão estabelece que a concessão pode ser suspensa seis meses depois da paralisação das atividades de uma companhia. Na prática, a assessoria do órgão informa que o DAC tem a prerrogativa de cancelar a autorização da companhia, mas não irá exercê-la.
Uma fonte que acompanha de perto o setor avalia que governo não quer assinar o atestado de óbito da companhia aérea, fora de operação desde dezembro. Para o DAC, a empresa ainda está registrada em nome da família Fontana. Segundo o DAC, a cassação da licença não é automática e dependerá da vontade do governo federal, que poderá dar mais tempo à companhia.
Recentemente, o sócio da Transbrasil Antonio Celso Cipriani e os herdeiros do fundador, o falecido Omar Fontana, transferiram o controle da companhia para a Fundação Transbrasil, que reúne os funcionários. A Fundação estuda formas de colocar três aviões quitados da Transbrasil em operação, pelo menos para pagar salários e direitos dos 1.200 empregados que ficaram sem trabalhar e sem receber.
Analistas do setor acreditam que as chances de a Transbrasil voltar a voar são mínimas. Seu espaço no mercado foi ocupado, principalmente pela Gol, nos últimos seis meses.
A questão é que a aviação nacional não tem escala suficiente para suportar a entrada de uma outra empresa agora, declara um analista do mercado.
De acordo com um dos principais executivos da aviação nacional, o governo não deverá cassar a licença da Transbrasil. Ela deverá morrer lentamente, diz a fonte.


