DAC determina a suspensão de vôos da Gol em Londrina
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sexta-feira, 28 de março de 2003
Chiara Papali<br> Reportagem Local<br> e Agência Estado 
Depois de apenas quatro dias operando em Londrina, a companhia Aérea Gol teve a linha até Congonhas, em São Paulo, suspensa pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). A alegação é de que a linha não tem autorização do Comando da Aeronáutica. O departamento teria recebido uma denúncia e comprovado a irregularidade.
A suspensão foi determinada e comunicada à empresa no final da tarde de anteontem. O DAC informou ainda que está analisando quais sanções poderão ser aplicadas à empresa por ter infringido o Código Brasileiro de Aeronáutica. Pela lei, a empresa poderá ser condenada desde ao pagamento de uma multa, até à cassação da licença. Através de um comunicado oficial, a Gol informou que o pedido de operação da rota foi formalizado junto ao DAC e protocolado em janeiro deste ano.
Pega de surpresa com a determinação, a empresa teve que alugar um ônibus, ontem, para levar para Maringá os passageiros que iriam embarcar em Londrina em dois vôos, um por volta das 6 horas e o outro às 13h30. A empresa esclareceu que já cancelou a comercialização dos vôos diários e que os passageiros que compraram seus bilhetes não serão prejudicados. Além da possibilidade de embarque em Maringá, a Gol informou que também poderá haver acomodação em vôos de outras empresas. A assessoria de imprensa da Gol explicou que está cancelada a tarifa promocional de lançamento de R$ 57,00, que estava sendo adquirida através da Internet.
A empresa não descarta a retomada da rota e deve acionar a Justiça para reverter a decisão do DAC.
A criação de novos vôos a partir de Congonhas está suspensa há meses pelo DAC, porque a capacidade do aeroporto está esgotada. Além deste problema, por causa da grave crise enfrentada pelas empresas aéreas, há duas semanas a Aeronáutica assinou portaria proibindo a criação de novos trechos e pediu que as companhias reformulem todos os seus vôos de forma a reduzir a oferta e, com isso, tentar diminuir os prejuízos que têm sofrido nos últimos anos.


