Fernando Rotta não precisa sair da avenida Saul Elkind, na Zona Norte de Londrina, para vender para todo o País equipamentos para postos de combustíveis. Hoje ele tem a loja física e o serviço de telemarketing, mas em breve deve iniciar as vendas pela internet. Na web, ele encontrou apenas seis concorrentes de sua empresa, que comercializa desde bombas de combustíveis até tampinhas para bicos de pneus.
A decisão de entrar no mundo virtual com o a comercialização de produtos que podem ser muito grandes e muito frágeis sucedeu à necessidade de encontrar clientes Brasil afora diferentes daqueles atendidos pelo telemarketing. ''No Ceará, tenho aquele cliente que atende o telefone do orelhão em frente ao posto de gasolina. Já nos grandes centros, as pessoas estão habituadas a comprar pela internet.''
As dificuldades de comunicação com a agência que está desenvolvendo o site está atrasando o lançamento do site, que espera há seis meses sua publicação. Mas, mesmo em construção, a ferramenta já rendeu uma venda. Rotta conta que o cliente encontrou a empresa por um buscador e entrou em contato por telefone. ''Sinal de que é um negócio promissor'', comentou o empresário.
Mas a modalidade de comércio também tem suas exigências. A dificuldade de conciliar o tempo administrando a loja física e a loja virtual é uma das principais dificuldades encontradas por Mauro Junior Parpinelli, que atua no comércio de equipamentos eletrônicos em Cornélio Procópio. ''Foi difícil (começar a loja virtual) e ainda está sendo, principalmente na parte técnica e de segurança. Também falta tempo. Precisamos aumentar a equipe e investir em conhecimento para focar mais na loja virtual.''(M.F.C.)

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