A agência e operadora de viagens CWB Turismo reabre hoje as portas para atender o público que teve problemas com viagens e pacotes turísticos. A empresa está fechada desde o dia 3 deste mês, quando encerrou temporariamente as atividades por causa de dívidas, sem comunicar clientes e funcionários. A agência abrirá após o meio-dia. A partir de amanhã, haverá um horário especial de funcionamento, que será definido pela empresa.
Os trabalhos na CWB serão apenas para solucionar pendências com clientes e funcionários e para tentar reestruturar a parte administrativa. Nesta primeira fase de saneamento da empresa, ela não voltará a operar na venda de pacotes e passagens. A CWB espera primeiro saldar dívidas com fornecedores e receber dos devedores, para depois voltar ao mercado de turismo. O montante da dívida está sendo levantado através de uma auditoria interna.
O advogado da CWB, Antonio Augusto Figueiredo Basto, disse que não há prazo determinado para a agência ressarcir os clientes que foram prejudicados. ‘‘Cada caso será analisado de maneira isolada, mas todos vão receber o dinheiro de volta’’, garantiu Basto. A orientação dele é para que as pessoas levem todos os documentos possíveis que comprovem algum tipo de problema na compra de pacote turístico.
Basto pediu ainda para os clientes não irem todos de uma única vez à agência. ‘‘Pedimos para que as pessoas mantenham a calma e fiquem tranquilas, porque não há necessidade de agressões verbais’’, disse o advogado. Se houver tumulto na frente da agência, o advogado admite que será necessária a distribuição de senhas para o atendimento. A empresa calcula que não passará de 80 o número de pessoas com problemas.
Até agora, a Delegacia de Proteção ao Consumidor registrou 14 queixas contra a CWB. A maioria das pessoas recorreu à delegacia por ter tido cheques pré-datados descontados antes do prazo. Outros casos se referem a pessoas que no meio da viagem descobriram que a CWB não tinha repassado o pagamento para os hotéis reservados. Este seria o caso de um turista que se hospedou em Amsterdã (Holanda) e depois de quatro dias soube que teria de pagar a conta do hotel.
O delegado Aníbal Bassan Júnior, da Delegacia de Proteção ao Consumidor, disse que dois clientes da CWB já depuseram no inquérito policial que investiga o fechamento da empresa.
Segundo ele, se todos os débitos forem saldados haverá uma descaracterização do crime contra o consumidor. ‘‘Se as pessas aceitarem o ressarcimento proposto pela agência, o caso pode ser encerrado’’, antecipa Bassan.
O coordenador do Procon, Jaime Kreusch, disse ontem que não houve registro de reclamação contra a CWB. ‘‘Nós orientamos todas as pessoas a irem direto à delegacia’’, afirmou.
Segundo o advogado da empresa, a CWB ‘‘nunca pensou’’ em fechar ou dar o calote em clientes. Ele afirmou que o fechamento temporário aconteceu em razão de um problema de saúde do dono da agência, Ricardo Luz. ‘‘Ele ficou com stress por causa da situação da empresa e precisou de tratamento médico’’, afirmou Antonio Basto.

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