CVM registra empresas que
atuam no mercado de boi
Agência Estado
Para evitar problemas como os causados pela Gallus Agropecuária, que lesou investidores do mercado de engorda de animais, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passou a registrar este ano as empresas credenciadas a atuar nesse segmento. Duas fazendas integradas, a Arrobas S/A, de Ribas do Rio Pardo (MS), e a Reunidas Boi Gordo S/A, de Itapetininga (SP), foram registradas, respectivamente, nos dias 14 e 25 de maio. O investidor deve saber que, neste momento, é grande a oferta de boi e o preço da arroba está em baixa. A expectativa entre os pecuaristas é de alta de preço nos próximos seis meses.
Nesse mercado, a referência de preço é a cotação da arroba apurada pelo Sindicato da Pecuária, a qual era de R$ 26,50, na sexta-feira. O investidor firma contrato de parceria com o criador de bezerro, garrote e boi magro e compra um número determinado de arrobas, paga uma taxa de administração de 10% e tem a promessa de abate do animal em prazos predeterminados, que podem ser de 18 meses, para boi magro, 24 meses, para garrote, e 30 ou 33 meses, para bezerro.
Em contrapartida, o criador oferece ao investidor retorno mínimo equivalente a 42% do total de arrobas líquidas de boi magro adquiridas; a 60%, no caso de garrote; e a 90%, no de bezerro. Além disso, o criador paga a variação de preço da arroba no período da aplicação.

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